A vida e seus ramos: outro convite

Imagem: obra de Di Cavalcanti

Apostar em uma ou duas, três coisas na vida. Dedicar-se à família, ao trabalho, aos amigos. “Gastar” a energia para o outro, numa relação. A vida e seus ramos pedem nossa energia e aposta, ora num segmento, ora noutro. Construir uma carreira, uma família, manter as relações despendem tempo, dedicação e de fato nos preenchem e nos conferem muito sentido. Mas este texto é um convite para que possamos abrir algo paralelo, um convite para investir na construção de si mesmo e reconstrução, uma vez que isto é cíclico. Uma proposta que anda junto a tantos outros chamados.

É simples a ideia e provavelmente já nos foi dita ou vimos e lemos a respeito. Mas do que se trata de fato? Um contrato consigo mesmo. Uma aposta numa vida interior rica para além das obrigações sociais. Falamos em investir em viagens, cursos, falamos em aperfeiçoamento pessoal, etc.? Tais atividades podem estar inclusas, porém não há esta obrigatoriedade. Esse convite vai na contramão das exigências impostas, pois não cola o indivíduo na sua profissão, na classe social, na família.

Quando as luzes se apagam, quando as pessoas vão embora ou seguem suas vidas, quando a aposentadoria chega… a pessoa tem a ela mesma e isto poderá ser um problema. Ela conta consigo e ponto. Entretanto, algo é diferente se ela “está presente e preenchida” no corpo que habita para chorar suas tristezas, aquecer-se com suas próprias emoções. Ela se alimenta do que a vida trouxe e traz. Apostar em novos projetos, aproveitar reuniões, ir ao encontro do outro são elementos possíveis dentro desta construção. A fruição do sentir, que ocorre a partir de uma permissão interna, verte-se em coragem de aceitação de si.

Estar na própria pele e o que isto representa, eis o convite para a reflexão.

Susana Zaniolo Scotton e Equipe.

Author:
Olá, sou a Fabiana e sou Coordenadora de Projetos do Instituto Raiz, clínica escola de Psicologia Corporal. Minha formação inicial é em Letras, fiz Mestrado e Doutorado em Estudos Literários. Durante meu doutorado, encontrei a Formação em Psicologia Corporal, cuja proposta casava com o meu tema de pesquisa e, por isso, resolvi cursar. Uma vez no Raiz, eu me apaixonei pelos estudos reichianos, pelas psicoterapias corporais e pelo Raiz como um todo na forma como Susana conduzia e conduz tanto a clínica quanto a escola. Desde que conclui minha formação, por aqui fiquei, contribuindo com os novos projetos. Em 2015, iniciamos o EAD Raiz e fui buscar uma nova formação em Design Instrucional pelo SENAC para dar conta das novas demandas e também pude ver as potencialidades do ensino a distância. Por fim, quero dizer que tem sido uma grande honra ver e participar do crescimento do Instituto Raiz.

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