A Missão do Líder e do Grupo

Imagem de Porteiro – Art Naïf 

(Trata-se de um trecho de aula do Curso Técnicas Analíticas de Liderança, oferecido pelo Instituto Raiz on line – educação a distância)

Dizem os especialistas em funcionamento grupal que há constantemente o problema de se criar, num grupo de trabalho, equilíbrio entre as exigências das tarefas com as quais as pessoas se defrontam e os sentimentos pessoais e interpessoais dos membros de uma equipe. Podemos imaginar que, dentro de um grupo, cada um tem uma história e demandas diversas, que devem ser deixadas de lado no ambiente de trabalho. Mesmo? Será que isso realmente acontece? Claro que pode haver um “controle” das pessoas em relação a seus problemas pessoais para que não contaminem o ambiente de produção e, realmente, afinal não é hora e o lugar para confissões sentimentais. Em ambientes muito austeros qualquer mau humor ou mesmo alegria espontânea pode não ser bem vista.

Mas há outra questão em relação aos humores que deve ser levada em consideração: o próprio funcionamento da dinâmica grupal depende das relações estabelecidas entre seus membros, sendo que cada relação é o imbricamento das subjetividades individuais guiadas e despertas sob o direcionamento do grande grupo.  A distância emocional e ou relações muito competitivas, um ambiente onde há muitas disputas, onde há pequenos grupos que rivais, etc. podem atrapalhar profundamente o andamento de uma tarefa em comum. Sob o comando de um líder que pouco dá espaço para que as questões emocionais sejam levadas em consideração pode ajudar a desencadear o desequilíbrio de uma equipe. Para tanto, é preciso empatia, tato, humanidade, maturidade…

Por que em ambientes profissionais muitas vezes temos medo ou fugimos das questões emocionais? Por que até hoje não sabemos como conduzir um diálogo produtivo, respeitoso? Por que as emoções são negadas e negligenciadas? Parece que um ambiente profissional para ser sério de fato não compreende – não engloba – o poder das vinculações, das relações sócio-emocionais intrínsecas ao próprio modus operandi de uma tarefa.

Não somos só seres emocionais e irracionais; não somos seres só racionais e profissionais. Somos os dois e somos ao mesmo tempo. Isso não implica discussões existenciais e cheias de emoção o tempo inteiro e não implica uma objetividade e produtividade o tempo todo. Na verdade, a produtividade real é colhida também a partir de elementos subjetivos, quando levados em conta e trabalhados de maneira adequada.

O “chefe” bem intencionado cuida do ambiente sutil e material do grupo, do emotivo e do objetivo.  O líder bem informado cuida para que o propósito seja não apenas o de atingir o objetivo concreto de determinada tarefa para que assim os lucros sejam atingidos. Ele age de forma criativa e educadora para que as pessoas envolvidas num projeto entendam seus significados éticos, instruam-se, aprendam e possam ensinar umas as outras. Para isso, leva-se em conta a capacidade emocional construída em cada relação estabelecida por um objetivo concreto e real de execução.

Técnicas Analíticas de Liderança – Curso On Line. Para saber mais, acesse: http://institutoraiz.com.br/cursos/moodle/

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